05 Abr 2018

Case Xalingo

A Xalingo, empresa gaúcha com sede em Santa Cruz do Sul e uma das líderes do segmento de brinquedos no país, passou a apostar na impressão 3D em 2013. A decisão veio para substituir alguns processos manuais dentro da fábrica com o objetivo de buscar um mais alto grau de otimização com o uso do processo de manufatura aditiva. Foi com a aquisição do modelo CL1 da Cliever que a Xalingo ingressou no universo de impressão 3D e passou a usar a tecnologia para dar mais agilidade aos projetos de desenvolvimento de novos produtos.

Até então, a impressão 3D tem sido utilizada com êxito dentro da empresa. Segundo o projetista do setor de Desenvolvimento de Produtos da Xalingo, Júlio Eduardo Forster, atualmente a tecnologia vem sendo usada fortemente na verificação de projetos conceituais de novos produtos, especialmente na validação de medidas e volume total. A maior impressão feita pela Xalingo foi de um carrinho para criança, onde toda carenagem foi impressa e recebeu um acabamento com pintura. A peça foi exposta em uma feira realizada em São Paulo, simulando visualmente a peça injetada.

“Realizamos a impressão

para ver detalhes do produto.

A peça final segue sendo feita

normalmente pelo processo de injeção.”

Júlio Eduardo Forster
Projetista do setor de Desenvolvimento de Produtos da Xalingo

Dos principais ganhos obtidos pela empresa ao aderir à impressão 3D, Forster cita a velocidade na fabricação de peças. “É tudo muito rápido. Ganhamos tempo e conseguimos ver com precisão encaixes e posições. Isso nos ajuda muito na etapa final de desenvolvimento dos produtos”, destaca. A Xalingo não divulga o percentual de economia com a adoção do processo de impressão 3D, mas assinala que o ganho de tempo foi a principal vantagem obtida desde o momento em que passou a apostar na fabricação aditiva. “Se fôssemos definir um percentual sobre a economia de tempo que obtivemos, certamente essa índice seria superior a 100%. O equipamento consegue realizar impressões durante a noite, agilizando muito o processo”, assinala.

O uso das impressoras 3D – hoje são duas: a CL1, adquirida em 2013 e a CL2 Pro Plus -, varia de acordo com a época do ano e da demanda de lançamento de novos produtos. “Em determinados meses, o uso que fazemos das impressoras 3D é intenso. Chegamos a utilizar de 2 a até 3 meses direto, funcionando à noite, inclusive. Fazemos a impressão e, após, partimos para o acabamento. No visual, a peça impressa fica muito similar à peça injetada”, completa.

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